Viajar é preciso, perder a mala não!

Olá pessoal, como alguns de vocês já sabem, o Morando na Mochila está na estrada de novo e eu quero compartilhar algumas coisas aqui.

Antes de mais nada queria dizer que estou devendo as fotos da última viagem aos Países Bálticos e Finlândia e o motivo é que quase emendei duas viagens em seguida, aquela e essa que está acontecendo agora, então com todos os preparativos dessa segunda viagem faltou tempo pra organizar e postar as fotos da viagem anterior.

Dentro do possível vou tentar postar as fotos da viagem atual enquanto estiver na estrada. Os Países Bálticos vão ter que esperar um pouquinho… Sorry, Lituânia, Letônia e Estônia (e Helsinque).

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Pub na “Temple Bar” em Dublin

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Belfast City Hall

Não sabe onde estamos agora? Bom, semana passada estive em Dublin, Irlanda e Belfast, Irlanda do Norte. Super “crazy busy days” só pra você ter uma ideia na quinta eu ainda estava em Dublin, sexta em Belfast, sábado voltei à Londres pra assistir um show (Roger Waters – The Wall) e domingo estava na Romênia, foram 4 países diferentes em 4 dias!

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The Wall, a obra-prima do Roger Waters

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Os incríveis efeitos visuais do show

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Wembley Stadium

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Fim do show

Nesse momento escrevo da Transilvânia, Romênia e a viagem segue pela Bulgária e Grécia, se você quiser visualizar um mapa com o roteiro é só clicar aqui e o mapa da viagem ao Báltico aqui.

Outra coisa surreal foi que chegando na Romênia, passei a imigração e fui esperar minha mala; a esteira começou a rolar, as malas começaram a vir, as pessoas começaram a retirar suas bagagens e ir embora, então a esteira começou a esvaziar, até que esvaziou, todo mundo foi embora e a esteira parou. Então foi a hora de eu começar; a ficar desesperado! Cadê minha mala?!?

Falei com um funcionário do aeroporto que estava ali e ele me disse que se a esteira parou é porque já não tem mais malas, então “where is my bag??” Resposta: Não há nada que eu possa fazer, você tem que ir aos “achados e perdidos” do aeroporto e reclamar lá.

Bom fui lá, reclamei e eles disseram que eu tinha que esperar que alguém viria falar comigo, estava tudo muito estranho porque nem o primeiro funcionário, nem o cara do “lost and found” se mostravam surpresos com tudo aquilo, então depois de uns 15 minutos veio um funcionário da cia aérea (WizzAir) e eu entendi o porque, a primeira coisa que ele me disse foi que a cada 3 vôos da WizzAir, pelo menos uma mala é perdida! (Lembro de ter pensado que se eu fosse funcionário da empresa, com certeza não compartilharia essa informação).

O que ele me disse é que uma de duas coisas poderia ter acontecido: A mala teria sido enviada em outro vôo, pra outro país ou ter ficado em Londres, de onde eu vim. O procedimento era preencher um formulário com os meus dados e do meu vôo e ele tentaria localizar a mala o mais breve possível, caso contrário, se a mala não fosse encontrada, depois de 21 dias(!!) eu seria ressarcido. Legal, eu tinha 20 dias de viagem pela frente e seria ressarcido no vigésimo primeiro… Na minha bagagem de mão eu só tinha os eletrônicos (câmera, kindle e notebook) e tinha a “roupa do corpo”.

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Sibiu, Romênia

Felizmente a situação acima era a pior hipótese, no meu caso o problema aconteceu ontem, no Domingo e hoje, Segunda, eles entregaram minha mala no meu hostel em Sibiu, uma linda cidade medieval aqui na Transilvânia onde eu estou agora escrevendo esse post e essa confusão toda acabou da melhor maneira possível. Quando minha mala foi entregue estava aqui no hostel uma australiana que teve o mesmo problema, também com a WizzAir num vôo Barcelona-Bucareste e me disse que a mala dela foi entregue depois de duas semanas!! Agora ela tem duas malas porque teve que comprar outra pra poder seguir viagem, além de roupas, toalha e tudo mais!

Tomando o caso dela como exemplo vejo que até tive sorte, principalmente porque no meu caso eu viajei pra Romênia mas a minha mala não, encontraram ela em Londres e enviaram um dia depois, provavelmente no caso dela a mala foi enviada pra outro destino o que tornou tudo mais difícil já que eles tiveram que descobrir onde a mala estava pra só então entregar pra ela.

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Sighisoara, Romênia

Pra terminar queria deixar aqui o meu agradecimento a um rapaz chamado Boti, do hostel onde eu dormi a primeira noite na Romênia, em Sighisoara, quando ainda não tinha minha mala (e nem sabia quando teria) e que fez de tudo pra me ajudar quando soube do meu problema, me emprestou toalha, seu celular pessoal, me deu seu numero pra “qualquer coisa que eu precisasse” e no fim quando eu tentei dar uma gorjeta pra ele, recusou sem nem olhar pro dinheiro, quando eu insisti me disse “estou te ajudando, mas não pelo dinheiro”. Escrevi um post…

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