Israel e Egito – Parte 3 e Suíça

Já não era sem tempo de finalizar os posts sobre a minha viagem à Israel, Palestina, Egito e Suíça que eu comecei a contar em abril desse ano. Esta é a terceira e última parte sobre essa viagem; pra quem não leu os posts anteriores, eles podem ser encontrados AQUI e AQUI.

Então, o capítulo final dessa trilogia…

mapa-israel-jordania-egitoSe você olhar no mapa aí ao lado, no sul de Israel tem uma cidade chamada Eilat e muito próximas dali ficam Taba (que não aparece no mapa), no Egito e Aqaba, na Jordânia, portanto uma tríplice fronteira.

Eu e o Alexandre, que conheci em Jerusalém, partimos de lá de ônibus até Eilat pra solicitar o visto de entrada no Egito, se você leu os textos anteriores já sabe que visitei estes países logo após um período conturbado no Oriente Médio, se bem que, sejamos francos, períodos tranquilos são raros por aqueles lados, mas enfim, um período mais conturbado que o normal e que culminou, entre outras coisas, com a queda do Presidente do Egito, Hosni Mubarak.

Em função disso e da instabilidade no Egito naquele momento, não era possível ter a certeza de que nós seríamos autorizados a entrar. Caso o visto fosse negado, o “Plano B” era ir para a Jordânia, visitar Petra; nada mau mas como eu também já comentei, o Egito e as Pirâmides sempre foram pra mim um daqueles destinos pra chamar de “A Viagem”. O outro é a Rússia que, infelizmente, ainda espera a vez.

Chegando em Eilat, uma coisa inusitada, saímos da rodoviária, era noite, e como não tínhamos lugar pra ficar, começamos a caminhar pela pequena cidade procurando, quando passado uns 5 minutos me dei conta que não tínhamos recolhido nossas bagagens no bagageiro do ônibus! Voltamos correndo pra rodoviária pra encontrar o motorista olhando com cara de quem não tava entendendo nada pra minha mochila e para as coisas do Ale! Mas tava tudo lá, intacto.

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Eilat

Refeitos do susto, encontramos um hostel e no dia a seguir fomos logo cedo ao Consulado do Egito e de toda a confusão dessa viagem até que obter o visto não foi tão difícil, o único senão foi que, conforme o funcionário nos disse, a comunicação com o Cairo estava complicada naquele momento e o visto estava levando 24 horas para ser emitido, o que nos deixou com o resto do dia todo pra conhecer Eilat.

Eilat é uma cidade resort, com um aeroporto bem no meio, entre as praias e o centro, é estranho porque você vem do seu hotel ou onde quer que esteja ficando e tem que fazer a volta no aeroporto pra alcançar a praia, mas tudo bem, pra quem gosta de lugares tranquilos e aproveitar o mar é um lugar legal. À noite, conhecemos duas alemãs, a Janka e a Doris, na verdade, conhecemos melhor, porque no dia que estávamos deixando o Petra Hostel, em Jerusalém, elas estavam na recepção; falamos um pouquinho lá mas tínhamos que ir, nem descobri que elas viriam à Eilat um dia depois da gente e por coincidência ficaram, de novo, no mesmo hostel. Elas estavam em Eilat com destino à Jordânia, já que o Egito era “impossível de visitar naquele momento”, afinal não era bem assim…

No dia a seguir, depois de ter dormido muito pouco, voltamos ao Consulado ainda com a incerteza se obteríamos a autorização pra entrar no Egito mas chegando lá os nossos passaportes estavam prontos! Estávamos finalmente liberados rumo ao Cairo!

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Atravessando o deserto de Taba ao Cairo

Cruzamos a fronteira entre Eilat e Taba e fomos pra rodoviária mas o ônibus pro Cairo iria demorar 3 horas pra sair, foi quando apareceu o Hassam, um motorista egípcio que tinha uma caminhonete e nos ofereceu “carona”. Depois de uma longa negociação, onde a cada negativa nossa ele baixava o preço, decidimos ir com ele e foi outra parte legal da viagem. No começo ficamos meio com receio porque afinal estaríamos cruzando o deserto, numa viagem longa, com pessoas estranhas, mas no fim o Hassam se tornou mais um amigo e apesar de ele falar inglês muito mal, nos entendemos muito bem. Engraçado que ele queria trocar tudo que era nosso por outras coisas dele, tentou a minha câmera por um celular velho e ofereceu os óculos de sol dele pelo Ray Ban do Ale, dizia que era “good quality” e o Alexandre nem precisava dar nenhuma volta pra ele, era “toma lá, dá cá”… A viagem durou um dia inteiro, saímos de Taba antes do almoço e chegamos no Cairo à noite, o caminho era uma estrada no meio do deserto, no meio do nada, mas toda a mudança da luz ao longo do dia, até a hora do pôr do sol no deserto eu nunca mais vou esquecer.

Chegando no Cairo o Hassam instruiu em árabe um outro rapaz a nos levar até a estação de metrô mais próxima, dali fomos ao centro procurar hostel pra ficar.

Já instalados conhecemos o Andreas, um alemão e o Zheng, um chinês e combinamos de visitar as Pirâmides todos juntos logo cedo no outro dia. E assim foi, queríamos chegar até Gizé, onde ficam as Pirâmides utilizando o transporte público, ao invés de pagar os preços absurdos que eles cobram do turista pra uma viagem do Cairo até lá. Confesso que dessa vez não estava muito bem preparado, já que durante o planejamento todo dessa viagem o Egito havia sido excluído do roteiro, como já contei nos textos anteriores, mas o Andy tinha muita informação e acabou por ser fácil chegar até lá com ele.

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As Pirâmides de Gizé

E então é isso! Finalmente eu estava em um dos lugares que desde sempre quis visitar, uma das sete maravilhas do mundo antigo, aliás a mais antiga delas e a única que ainda existe, fotos nunca conseguem ser melhores que os lugares vistos ao vivo, e realmente nenhuma foto que eu havia visto antes conseguiu expressar a beleza e a intensidade daquele lugar.

A visita às Pirâmides se dá por um caminho em que você vai fazendo a volta a elas até alcançar a esfinge, então inevitavelmente você vê as Pirâmides por todos os ângulos possíveis, um melhor que o outro, confesso que depois de todos os problemas dessa viagem, ao chegar lá até me afastei um pouco dos outros, de tão emocionado que eu estava.

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Eu, Andreas, Zheng e Alexandre

Depois da caminhada até a esfinge, decidimos ir deserto adentro em direção à um morro distante em busca de uma foto com as 3 Pirâmides principais juntas, chegando lá encontramos um grupo de policiais descansando e depois de um pouco de conversa até andamos no camelo deles, ou seja, andamos na viatura da polícia; ao voltar entramos na Pirâmide maior, a Quéops e ao sair senti que meus amigos estavam meio acelerados demais já quase tomando o caminho da saída e acabei por os convencer a sentar na entrada da Pirâmide e curtir um pouco mais aquele lugar, provavelmente nunca mais voltaríamos alí. Acabamos ficando quase uma hora sentados na Pirâmide, conversando, vendo as pessoas passearem de camelo e muitas famílias de egípcios, as mulheres com suas burcas, fazendo pic-nic e tão deslumbrados quanto qualquer um de nós.

Ao voltar para o Cairo, saímos do metrô na Praça Tahrir, bem no centro da cidade e próximo ao nosso hostel. A Praça Tahrir foi o local onde aconteceram as manifestações que derrubaram o governo e naquele dia acontecia uma comemoração pela vitória na revolução. Comemos algo muito rápido e eu e o Alexandre só falávamos em ir pro meio da festa, já o Andy e o Zheng não nos acompanhariam porque diziam que era perigoso, afinal poucos meses atrás muitas pessoas perderam a vida exatamente nessa mesma praça (o Presidente Mubarak, depois de deposto, foi julgado e condenado à prisão perpétua pela morte de 850 manifestantes durante os protestos). No fim não teve nada de perigoso, afinal ao longo da revolução até mesmo o exército se voltou contra o Presidente, ninguém mais aguentava a situação de corrupção e miséria vivida pelo povo egípcio depois de 30 anos de ditadura, foi uma festa fantástica e eu trabalhando como garçom na Europa já tive a oportunidade de atender alguns egípcios depois disso e ao comentar que visitei o Egito logo após a revolução e que participei de uma das festas da comemoração na Praça Tahrir, sempre faz eles me olharem de outra forma e causa uma empatia imediata entre a gente!

No meio da festa, aconteceu uma coisa que começou por ser complicada mas acabou mais do que bem; eu estava fazendo um monte de fotos, quando vi uma menina em cima de um tonel de lata, enrolada numa bandeira do Egito, quando me preparava pra bater essa foto fui interpelado por um rapaz com cara de poucos amigos reclamando que eu estava tirando foto sem permissão, no que ele tinha toda razão, pedi mil desculpas mas ele ainda continuava bastante chateado e me perguntou porque eu estava tirando fotos, se eu era jornalista? Respondi que não, que era um turista brasileiro (ser brasileiro sempre ajuda nessas situações já que todo o mundo parece nutrir um carinho especial pelo nosso país) e que estava muito contente por visitar o Egito naquele momento histórico e só achei que uma menina jovem enrolada na bandeira do país era uma bonita foto e um símbolo de renovação e de um futuro melhor que estaria por vir.

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Liberdade!

Não sei se foi o fato de ser brasileiro ou se foi a minha argumentação mas ele mudou completamente a partir dali, começou a me contar como foram os meses de revolução e como todos estavam contentes e realmente esparançosos de que um novo Egito, muito mais justo, nascia após a “Revolução do Povo”, como ele chamou. Então me disse que ele iria subir no tonel e que eu poderia fazer a foto dele e “da mulher dele” juntos, se eu quisesse. A foto é essa aí ao lado!

No dia a seguir fomos visitar o Khan el Khalili, o Souq (mercado) do Cairo, muito legal é um lugar onde você encontra tudo o que pode imaginar e lá me senti uma celebridade; estava perguntando preços de souvenirs pra comprar pra família e amigos, quando um monte de meninas se aproximaram e começaram a conversar num inglês muito bom, talvez o melhor inglês que ouvi no Cairo, depois de um tempo elas começaram a pedir pra tirar foto comigo usando seus celulares, uma a uma, todas tiraram foto e no fim eu disse ok! Agora eu quero uma foto de vocês e depois uma foto com todas vocês, foi engraçado!

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Meu “harém” em Khan el Khalili

No mais, não posso deixar de comentar a visita ao Museu do Cairo, infelizmente é mais um desses lugares onde não é permitido tirar fotos do interior, lá eles inclusive retém a câmera fotográfica durante o período que você está visitando o museu.

Você já deve ter ouvido falar de Tutankhamon, certo? Ele foi um faraó do Egito e é muito famoso, mas talvez o que você não saiba é que ele é famoso não por ter sido um grande faraó e sim porque a tumba dele foi encontrada intacta em Luxor e todo o espólio foi transferido para o Museu do Cairo, sem dúvida nenhuma é a parte mais impressionante do museu que também conserva múmias de outros faraós importantes e tesouros egípcios diversos, e eu acho que é inaceitável visitar o Cairo e não ir a esse museu.

Por falar em Luxor esse foi o nosso próximo destino, compramos um bilhete de trem noturno Cairo-Luxor e na minha última noite no hostel no Cairo ainda fiz mais uma alteração no roteiro dessa viagem. Eu deveria voltar à Tel Aviv, em Israel, pra pegar o avião que me levaria de volta à Lisboa onde morava na época dessa viagem mas não tinha mais tempo pra isso, então mudei o retorno para um outro bilhete partindo de Sharm el Sheik, a última cidade que eu visitaria no Egito.

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Luxor e o Rio Nilo

Luxor é uma pequena cidade próxima do Vale dos Reis, onde vários faraós construíram suas câmaras mortuárias. Nos arredores da cidade ficam também os Templos de Karnak e de Hatshepsut, que visitamos.

No hostel de Luxor, conhecemos o Charles, um francês que estava fazendo uma mini volta ao mundo antes de assumir as empresas do pai na França. Ele foi à Polinésia Francesa, ao Chile e ao Egito, dali voltaria pra casa.

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Charles, eu e Alexandre

Por falta de tempo não pude visitar Aswan e Abu Simbel mas fica aqui registrado que são também dois lugares que merecem a visita pra quem vem ao Egito.

O Roteiro inicial previa uma viagem de Luxor até Sharm el Sheik por ferry-boat que partia de Hurghada mas por causa da situação tensa que o país vivia esse serviço estava suspenso, tivemos que fazer o caminho de ônibus numa viagem de 18 horas! Tomei um comprimido para dormir e de madrugada fomos acordados pelo exército egípcio na estrada no meio do nada, acho que eles queriam verificar as bagagens dos  estrangeiros porque não vi nenhum egípcio sendo chamado a descer do ônibus; como eu estava sob o efeito de sonífero as minhas lembranças são como as de um sonho mesmo, me lembro de ter muita dificuldade de entender o que me pediam, depois que eles descobriram qual era a minha mochila, tive que abrir e mostrar tudo lá dentro com minha bagagem apoiada no chão de terra batida, estava em fim de viagem então tinha vários presentes cuidadosamente embrulhados, tive que abrir e mostrar tudo! Minha mochila chegou em Sharm el Sheik uma completa bagunça, sinceramente nem me lembro como essa confusão acabou, sei que nos liberaram e voltei a dormir.

De manhã estávamos em Sharm el Sheik e esse seria o último dia da viagem pra mim, o Alexandre ainda iria subir o Monte Sinai ali perto, antes de voltar pra Israel de onde saia o avião dele de retorno ao Brasil, mas eu não tinha mais tempo pra isso e então nos despedimos pra que ele pudesse fazer os arranjos necessários e eu estava sozinho nesse último dia.

Sharm el Sheik é, assim como Eilat, uma cidade resort e um dos principais destinos para mergulho sub-aquático no mundo e era pra isso que eu estava ali. Depois de ter mergulhado em Morro de São Paulo, na Bahia (Brasil), não poderia vir ao Egito e não mergulhar aqui também!

Mas numa viagem de confusões e problemas mas ainda assim fantástica, o que esperar do último dia? Confusões, problemas e um final fantástico…

Depois de andar um pouco pela cidade encontrei uma dessas escolas de mergulho assistido com uso do cilindro, fui à recepção e comecei a falar com um rapaz alemão que vim a saber que se chamava Friday; expliquei que estava ali e queria mergulhar, acertamos o preço (muito mais barato do que paguei no Brasil, aliás) e estávamos falando de horários pra fazer o tal mergulho, quando eu disse que só havia um problema: Eu queria mergulhar o quanto antes já que tinha vôo marcado às seis da tarde e precisava ir para o aeroporto logo após o mergulho.

Aqui a confusão começou, eu não sabia que devido à diferentes pressões atmosféricas no fundo do mar e no ar, é estritamente desaconselhável, até mesmo proibido, uma pessoa mergulhar e voar sem um intervalo de 24 horas entre uma atividade e outra, sob pena de ficar paralítico por exemplo; o Friday então se mostrou a pessoa ideal nessa situação, primeiro ele tentou me convencer a não mergulhar mas vendo que eu estava um pouco relutante ele então se apresentou como dono do lugar, me disse que visando o meu bem e a reputação da empresa dele ali eu não mergulharia, me explicou que devido aos problemas do Egito o turismo (e os negócios) estavam muito fracos e que se eu procurasse pela cidade encontraria outros locais, com donos menos escrupulosos que me permitiriam mergulhar mas ele recomendava que eu não o fizesse.

Diante dessa argumentação, caí na realidade e senti que realmente seria perigoso mergulhar naquele dia mas pensei “e se eu mudasse o meu vôo pra amanhã?”, então ele me forneceu a senha da internet deles de graça pra que eu pudesse tentar alterar o meu vôo, o que infelizmente não foi possível assim em cima da hora.

No final, mais uma vez o Friday se mostrou uma pessoa fantástica e vendo a minha tristeza me disse, “cara, tu tá num dos destinos mais paradisíacos do mundo, no mar vermelho, um belíssimo dia de sol; tá vendo aquelas esteiras de praia ali na frente? (a escola era à beira mar e bem em frente haviam essas esteiras que os hotéis de luxo costumam fornecer aos hóspedes), ele disse, essas esteiras pertencem à nós; tá vendo aquele rapaz ali vestindo uma camisa havaiana? Ele é nosso empregado; pega esse voucher, mostra pra ele que isso te dá direito à qualquer cocktail do menu ao lado das esteiras, aproveita o drink, o sol e o mar, deixa tua mochila aqui no meu escritório, no fim pode usar os nossos vestiários pra tomar um banho e pegar o teu avião; e quando puder voltar a Sharm el Sheik vem mergulhar com a gente; eu faço questão de ser o teu instrutor nesse dia! Acho que nem preciso dizer que ele não me cobrou nada por isso!

Então foi assim! Não pude mergulhar mas tive um super último dia à beira mar e toda essa história é a síntese dessa viagem recheada de imprevistos e mesmo assim, e talvez até por causa deles, inesquecível!

Depois do dia na praia, aeroporto, escala em Londres, uma noite lá e vôo pra Lisboa no outro dia bem cedo! Fim da viagem! Bem, mais ou menos porque um dia depois de aterrizar em Lisboa fui ao Brasil mas isso já é outra história…

Mas você talvez se pergunte, Cadê a Suiça? Bom, algumas vezes se você tem a intenção de visitar algum lugar, depois que checar os preços das passagens usando as companhias mais tradicionais, é sempre aconselhável checar as low cost também, se elas não voam direto tente dividir a sua viagem em duas, por exemplo, eu queria ir à Tel Aviv e os bilhetes que eu comprei, na verdade dois pra ida e dois pra volta, foram assim: Lisboa-Genebra, Genebra-Tel Aviv (na ida); Tel Aviv-Londres, Londres-Lisboa (na volta). Como vocês já sabem vários vôos foram mudados no decorrer da viagem mas o importante aqui é que com o preço que economizei por ter feito esta escala em Genebra, passei dois dias na Suíça Francesa de graça!

Visitei Genebra, Montreux, Vevey e Lausanne.

Como também sou músico, gostei muito de Montreux, cidade famosa pelo festival de jazz e lá também visitei o Château de Chillon que é o monumento mais visitado do país.

Vevey é também muito aconchegante.

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Charles Chaplin e eu em Vevey na Suíça

Um dos meus artistas preferidos, o gênio Charles Chaplin, que era britânico mas vivia nos Estados Unidos estava sendo muito perseguido pelo chefe do FBI J. Edgar Hoover e pelo Macartismo, um movimento histórico americano anticomunista, liderado pelo Senador Joseph McCarthy e também chamado de “caça às bruxas”, onde durante as décadas de 40 e 50 vários artistas foram perseguidos alegadamente por serem comunistas. Então, em 1952 Chaplin foi ao Reino Unido para a estréia do filme “Luzes da Ribalta” em Londres e Hoover negociou com o Serviço de Imigração americano a revogação do visto de Chaplin que decidiu não voltar a entrar nos EUA e mudou-se para Vevey na Suíça. Lá viveu até vir a falecer em 1977 aos 88 anos; ele está enterrado junto com a sua última esposa Oona O´Neill Chaplin num pequeno cemitério da cidade.

Em 1972, Charles Chaplin foi aos Estados Unidos receber um Oscar Honorário; ele saiu do exílio pra receber esse prêmio e foi homenageado com a mais longa ovação em pé da história do Oscar, com uma duração total de 10 minutos.

Genebra é a cidade mais visitada da Suíça, com a capital Zurique em segundo lugar.

Bom era isso! Assim termina essa longa viagem recheada de boas lembranças, não costumo escrever textos tão longos que se tornam cansativos de serem lidos num formato de blog mas foi necessário pra finalizar essa história que o MnM começou a contar em abril.

Até a próxima viagem!

 

Fotos da Viagem:

Genebra, Montreux, Vevey, Lausanne, Eilat, Taba, Cairo, Gizé e Luxor

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